domingo, 5 de setembro de 2010

Desatino

Penso que todo o poeta tem
Uma obscuridade acentuada
Mesmo que seja além
Da mais sincera gargalhada.
Os olhos perdem-se num vazio,
No álcool perde-se o juízo.
Na melancolia há inspiração,
Na loucura o paraíso.
O poeta caminha sem parar
Nos mais variados sentimentos:
Sombrios ou apaixonados pela vida,
Nunca se há contentamento.
Escrevendo odes ou elegias,
Sempre existe alguma dúvida.
E mesmo que a resposta grite
Apenas a questão é lúcida.
Se no poeta há um caos sublime,
Há nele O Louco, há o desatino,
E a paixão, a confusão humana,
Também a poesia tem um "quê" divino.

2 comentários:

Mao disse...

Há na certeza do poeta algo tão misterioso que a questão é sempre mais lúcida!
Se não for uma questão por parte do poeta, o leitor há de se questionar sobre o mistério do poder da poesia!
Poesia! Somente a essência da própria é capaz de explicá-la! ;)

Carina Prates disse...

Como explicar o gênio dos poetas? Por que a poesia é tão divina e ao mesmo tempo
tão devastadora na vida desses artistas incompreendidos? kkk

Inexplicável...

Obrigada pela presença, Mao! =)

ShareThis