sábado, 10 de abril de 2010

Definições

Andei escrevendo uns termos,
Muitas vezes citei a melancolia.
Uma noite fria de chuva pesada?
Como poderia ela ser definida?
Vi vultos na noite que me chamavam,
Senti desespero, medo de dormir.
Mergulhando acordada num caos,
Como coisa qualquer poderia eu discernir?
Quando eu vejo a loucura de perto
E a reconheço, como se olhasse num espelho,
Tudo se mistura e não sei de mais nada.
Leio apenas psicose naquilo que escrevo.
Tentei definir expressões e palavras,
Que utilizo de forma vazia.
Quando percebi que nomes não fazem diferença,
Senti uma pontada dessa melancolia!
Chuva e trovões, apagado o céu,
E o frio deixou a noite mais escura.
Por ver tempestades, não me senti mais poeta.
Apenas concluí que preciso de ajuda.
Meu caderno, molhado, degenerou-se.
A goteira fez sua música!
Pois que, então, a psicose perdida,
Transformou-se, de fato, na minha loucura.
Perdi palavras, textos e poesias,
Que se tornaram névoas de pensamentos.
E, por mais que eu tenha fugido,
Fui obrigada a lidar... com os meus sentimentos.

2 comentários:

lahpoeta disse...

me identifiquei com grande parte do que li no poema acima, em outras palavras, eu adorei.

Carina Prates © disse...

Obrigada, Lah!

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